Proposta apresentada no COFEM busca garantir que a nova infraestrutura entre Itajaí e Navegantes preserve uma futura alternativa logística para Santa Catarina.
Preservar hoje uma possibilidade logística que pode fazer diferença para Santa Catarina no futuro. Foi com esse objetivo que a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) levou ao Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM), nesta segunda-feira (14), na sede da FAESC, em Florianópolis, a defesa pela manutenção da navegabilidade do Rio Itajaí-Açu no projeto da Super Ponte entre Itajaí e Navegantes.
Protocolado pela Arteris junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o projeto executivo da Super Ponte prevê, além da estrutura sobre o Rio Itajaí-Açu, vias laterais na BR-101 entre Itajaí e Navegantes. Os pilares da nova ponte já foram projetados de forma alinhada para permitir a navegação no rio, preservando uma condição importante para o aproveitamento hidroviário da região.
Para o presidente da FACISC, Elson Otto, a discussão representa uma oportunidade de pensar a infraestrutura catarinense para além das necessidades imediatas. “Quando uma obra de grande porte já nasce com a possibilidade de preservar a navegação, não podemos permitir que decisões futuras eliminem essa alternativa. É uma escolha que olha para as próximas décadas e para uma logística mais integrada e competitiva para Santa Catarina”, afirma.
Nas discussões relacionadas à nova concessão, a preocupação da voz do setor produtivo é evitar que futuras intervenções comprometam essa possibilidade. O objetivo é manter o Rio Itajaí-Açu como uma alternativa complementar ao transporte rodoviário, com foco em ampliar a integração entre os modais e as opções para movimentação de cargas na região. O pleito também considera o projeto de 2015 que prevê a utilização do canal como via hidroviária.
A defesa apresentada pela FACISC contou com o apoio das instituições presentes no COFEM. Como encaminhamento, o Conselho enviará um ofício à ANTT para reforçar a importância de preservar a condição de navegabilidade nas decisões relacionadas ao projeto da Super Ponte e à nova concessão.
O encontro também colocou em pauta a crise enfrentada pelo agronegócio brasileiro, marcada pelo avanço do endividamento e pelo crescimento do número de empresas que recorrem à recuperação judicial. O cenário acende um alerta para uma das principais cadeias econômicas de Santa Catarina.
No mercado de consumo, outro ponto de atenção foi o avanço da inadimplência. Dados de agosto da CNDL e do SPC Brasil apontam 73 milhões de brasileiros com contas em atraso, situação que impacta diretamente o poder de compra, o comércio e a atividade empresarial.
Investimentos na infraestrutura estadual também fizeram parte da reunião, o que reforça o papel do COFEM na construção de uma agenda conjunta do setor produtivo catarinense, que reúne temas que impactam diretamente a infraestrutura, a competitividade e o desenvolvimento econômico do Estado.
Sobre o COFEM
O Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM) é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.











