Voz Única: Duplicação da BR-280 lidera pauta de prioridades entregue a candidatos pelo setor produtivo do Norte catarinense

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Voz Única: Duplicação da BR-280 lidera pauta de prioridades entregue a candidatos pelo setor produtivo do Norte catarinense

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FACISC leva a Guaramirim os seis pleitos prioritários da Regional Norte, com foco em infraestrutura rodoviária, energia, saúde e educação

A duplicação da BR-280, com prioridade para o trecho entre Araquari e São Francisco do Sul, é a principal prioridade do setor produtivo do Norte catarinense entre os candidatos a deputado federal e estadual nas eleições deste ano. A demanda encabeça a lista de seis pleitos regionais entregues nesta quinta-feira (20), em Guaramirim, durante o roadshow do Voz Única 2026, iniciativa da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC).

O pedido tem respaldo nos números da rodovia. Levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que boa parte do trecho da BR-280 na Regional Norte está em condições regulares de pavimento e geometria. Entre 2018 e 2025, a rodovia teve crescimento de 70% no número de feridos , acima da média catarinense, de 53%, com mais de 8,2 mil pessoas feridas no período. A Regional Norte responde pela terceira maior quantidade de mortos e feridos entre todas as rodovias federais de Santa Catarina, 10% do total do estado.

O encontro em Guaramirim, realizado na sede da ACIAG (Associação Empresarial de Guaramirim), reuniu 31 candidatos a deputado estadual e federal, empresários, presidentes das associações empresariais da região: ACIAA (Araquari), ACIAC (Corupá), ACIG (Garuva), ACIAG (Guaramirim), ACINI (Itapoá), ACIJS e ACIJ (Jaraguá do Sul), ACIAM (Massaranduba), ACISFS (São Francisco do Sul) e ACIAS (Schroeder), e diretores da Facisc.

O levantamento da Regional Norte foi coordenado pelo vice-presidente regional da FACISC, Paulo Chiodini, junto às associações empresariais da região. “Reunimos todas as ACIs para definir os pleitos regionais. A ideia não é excluir, mas definir o que é importante para a região”, explicou. Segundo ele, a regional soma 115 pleitos, dos quais seis foram eleitos como prioritários para o próximo ciclo de trabalho. “São 115 pleitos na regional. Os seis prioritários vão permear os trabalhos das associações nos próximos anos. Temos um trabalho árduo para fazer acontecer”, afirmou.

O segundo pleito prioritário pede a construção de uma rodovia alternativa de alta capacidade, paralela à BR-101, ligando o Norte à Grande Florianópolis. A demanda soma-se ao quarto item da lista, que cobra a ampliação da capacidade da própria BR-101 no Norte catarinense, com implantação de terceiras faixas nos trechos críticos. Apesar de ter condições consideradas ótimas pela CNT, a BR-101 também registrou aumento de 41% no número de mortes entre 2018 e 2025, e 2025 foi o ano com a maior quantidade de óbitos da série histórica.

A terceira prioridade regional pede a expansão e a modernização da infraestrutura energética, com implantação de novas subestações e reforço da rede. O pedido reflete o peso industrial da região: a Regional Norte é a maior consumidora de energia elétrica na indústria de Santa Catarina, com 2,8 milhões de MWh consumidos em 2025.

Os dois últimos pleitos prioritários tratam da ampliação da oferta de especialidades médicas na rede hospitalar regional e da ampliação e qualificação da educação técnica e profissional. Na saúde, a região já apresenta o menor índice de internações evitáveis por condições sensíveis à atenção primária entre as regionais catarinenses, com 861 internações a cada 100 mil habitantes, ante média estadual de 1.004. Na educação, o IDEB da Regional Norte fica acima ou empatado com a média nacional na maioria das etapas avaliadas, embora ainda esteja abaixo da média catarinense nos anos iniciais. Jaraguá do Sul lidera as melhores notas em todas as etapas.

Trabalho continua após as eleições

Para o diretor do Voz Única, Milvo Zancanaro, a entrega dos pleitos aos candidatos marca o início, não o fim, do processo. “O trabalho do Voz Única não para por aqui. Ele continua depois das eleições. A gente precisa acompanhar e saber o que acontece com os nossos pleitos”, afirmou. Zancanaro reforçou o peso de três eixos entre as prioridades da região. “O transporte e a logística sempre estão na nossa pauta”, disse. Sobre a habitação, tema que passa a integrar o levantamento nesta edição, ele comentou aparece nesta edição como um ponto de atenção. “Nossas cidades e regiões crescem e precisamos de moradia para as pessoas.” Já sobre energia, Milvo destacou que melhorar a energia é melhorar a nossa economia.

Diálogo como método

O presidente da FACISC, Elson Otto, reforçou aos candidatos presentes a responsabilidade do mandato que buscam e defendeu o diálogo como caminho para as mudanças necessárias. “Famílias, empresas, pessoas dependem do trabalho de vocês tanto na Assembleia Legislativa como na Câmara dos Deputados. É através do diálogo e da união que as mudanças necessárias serão feitas”, disse. Otto lembrou que a defesa do diálogo é uma marca histórica da entidade. “A Facisc sempre defendeu o diálogo e o desenvolvimento. Acreditamos que é possível melhorar através do diálogo, por isso fazemos o Voz Única desde 2010.” Para o presidente, a mobilização do setor produtivo é o que viabiliza resultados concretos. “Quando a gente participa e mobiliza, a gente transforma.”

Também presente ao encontro, o presidente do Conselho Superior da FACISC, Sérgio Rodrigues Alves, destacou a legitimidade do Voz Única e reforçou que a FACISC não é partidária, mas é política. “A partir de hoje, o programa ganha ainda mais amplitude a partir da entrega direta aos candidatos”.

O circuito Voz Única 2026 já aconteceu também em Mafra, e segue por outras oito regiões catarinenses, entre elas, Lages, Criciúma, São José, Chapecó, São Miguel do Oeste, Rio do Sul, Caçador e Brusque.

Norte em dados

A Regional Norte responde por 18% do PIB de Santa Catarina (R$ 100,3 bilhões), a segunda maior economia entre as 12 regionais da FACISC. A região concentra 1,2 milhão de habitantes (14% do estado), 214,3 mil CNPJs e 404 mil empregos formais. Em arrecadação, contribui com R$ 28,2 bilhões em tributos federais e R$ 7,8 bilhões em ICMS, a segunda e a terceira maiores marcas do estado, respectivamente.