Assuntos foram tratados em reunião do COFEM, nesta segunda-feira, dia 11, na Fetrancesc, em Florianópolis
Investimentos em infraestrutura e na ampliação do fornecimento de energia elétrica em Santa Catarina foram discutidos em reunião do Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM). O encontro foi realizado nesta segunda-feira (11), na Fetrancesc, em Florianópolis.
O presidente da Celesc, Edson Moritz, e o diretor de engenharia e obras da companhia, Cláudio Varella do Nascimento, apresentaram os principais investimentos feitos para ampliar o fornecimento de energia, insumo importante para o setor produtivo catarinense. “A empresa está num nível de investimentos histórico. Tem muita demanda por energia por conta do crescimento do estado. Temos bons desafios pela frente”, disse Moritz.
Varella, por sua vez, informou que a companhia atende 3,7 milhões de clientes e a cobertura é de 92% do estado. Há um plano de investimento em curso com ampliação de subestações e linhas, projetos de geração de energia, além do Programa Rede Trifásica, focado na melhoria da rede nas propriedades rurais. “R$ 4,1 bilhões já foram investidos, mas devemos superar esse valor”, disse, lembrando que o plano prevê o aporte de R$ 4,5 bilhões.
Durante o encontro, a FACISC entregou oficialmente à Celesc um compilado com 71 pleitos relacionados à infraestrutura energética catarinense, construídos pelas 12 regionais da federação por meio do Programa Voz Única. As demandas envolvem temas como modernização da rede de transmissão e distribuição, construção e ampliação de subestações, expansão da rede trifásica rural e redução de oscilações e interrupções no fornecimento de energia.
O presidente da FACISC, Elson Otto, destacou que a agenda com a Celesc surgiu a partir de uma solicitação apresentada ainda na reunião anterior do COFEM, diante da preocupação crescente do setor produtivo com a infraestrutura energética do estado. “Indicamos essa pauta justamente pela importância e urgência do tema para Santa Catarina. Hoje entregamos os pleitos construídos pelas nossas regionais, que representam a realidade de empresários, produtores e municípios que precisam de uma energia forte para continuar crescendo”, afirmou.
Segundo o documento apresentado pela FACISC, as regiões Oeste, Extremo Oeste e Noroeste concentram grande parte das demandas ligadas à infraestrutura elétrica, especialmente ligadas à ampliação da capacidade de fornecimento e à modernização das redes. No entanto, as demais regionais também relataram necessidades relacionadas principalmente às oscilações e interrupções no fornecimento de energia.
O cenário em relação à infraestrutura foi outro ponto debatido e que traz preocupação ao setor produtivo catarinense. Estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que dos 1.565 quilômetros de rodovias federais que cortam o estado, 68% delas estão em situação regular, ruim ou péssima. SC tem a 6ª maior frota de veículos do Brasil e a 5ª maior frota de caminhões do país. Além disso, o estado é o 3° no ranking nacional de acidentes, considerando ocorrências na malha federal. No encontro, discutiu-se, ainda, a necessidade de ampliar o aporte de recursos federais na área, já que SC é o 5° estado que mais arrecada impostos federais.
Outros assuntos discutidos foram: Impactos da reforma tributária para entidades, associações e sindicatos patronais e a tramitação da jornada 6X1 na Câmara dos Deputados.













