A ACIP de Pinhalzinho, em conjunto com clubes de serviços e algumas entidades, realizou, no último sábado (10), uma ação popular de conscientização para eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti e distribuição de material fornecido pela Prefeitura Municipal e Sanofi. A programação inicial era de 50 voluntários e para surpresa dos organizadores a adesão foi maior do que a esperada, com quase 70 pessoas.
O projeto inicial era atingir 80 quadras, para isso foram alocados duplas e trios para toda a área projetada, porém, as fortes pancadas de chuvas ocorridas no momento das atividades dificultaram a execução dos trabalhos, mas ainda assim, os voluntários continuaram seus trabalhos.
A maioria dos voluntários relatou que a receptividade foi boa, principalmente das pessoas que já foram infectadas, porém muitas residências estavam fechadas e este é um dos problemas relatados pelos agentes epidemiológicos, sendo que em declaração da DIVE este é o caso de 46% dos imóveis pinhalenses.
Apesar de uma maioria consciente, alguns munícipes não manifestaram interesse, não deram atenção aos voluntários e outros indicaram que não iriam fazer nada, pois havia locais próximos que não eram cuidados, entre outras motivações.
Os locais definidos para as vistorias nesta ação foram escolhidos seguindo alguns parâmetros. São mantidas 46 armadilhas do mosquito no município, que são coletadas e analisadas todas as segundas-feiras. Durante inverno não foram mais detectados mosquitos nestas armadilhas. De agosto a novembro ressurgiu o mosquito em oito delas, com 11 coletas positivadas e, portanto, foi esta área de abrangência destas 8 armadilhas o objetivo da ação, no qual foram levantados 20 pontos, casas abandonadas, locais com água parada, calhas tortas, entre outros, que serão repassados para o setor de epidemiologia avaliar.
Os especialistas alertam que os efeitos de uma segunda contaminação de dengue são bem mais complicados que na primeira vez e certamente dependerá de uma internação, o que pode, inclusive, levar a óbito. Segundo a divisão de epidemiologia, no Paraná já foi detectado o sorotipo 2 e, já circula pelo Brasil, o sorotipo 4.
Crédito das fotos: Rodrigo Kroth/Jornal Imprensa do Povo

