Facisc realiza reunião com DNIT sobre a BR-282




A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e uma comitiva de associações empresariais das regiões Oeste, Extremo Oeste e Noroeste realizaram nesta quinta-feira, 14/07, uma reunião com o superintendente do DNIT, Alysson Rodrigo de Andrade. O encontro aconteceu por conta da “Moção pela BR-282: basta de mortes, basta de omissão” lançada pelas entidades no final de junho.

O evento aconteceu de forma virtual e trouxe boas notícias. Entre elas a priorização pelo DNIT do trecho entre Ponte Serrada e Irani. O pleito também consta da cartilha do Voz Única 2022, que será lançada ainda em julho pela Facisc. Também foi tema das reuniões plenárias de março da entidade, quando empresários demandaram as prioridades regionais, como a revitalização, com duplicação, da BR 282 no trecho entre São Miguel do Oeste a Irani, incluindo a construção de elevados nos entroncamentos com as BR 153 (trevão Irani) e BR 158 (Maravilha/Cunha Porã), inclusão de marginais no trecho de Cordilheira Alta a Xanxerê e em Pinhalzinho até a área industrial, incluindo novo trevo de acesso, viaduto sobre a pista em Xaxim para acesso ao distrito industrial, e iluminação nos perímetros urbanos, especialmente em Xanxerê.

Apesar da boa notícia, a reunião foi motivada pela dura realidade das estradas do Oeste Catarinense. “As atuais condições da BR-282 provocam acidentes diários com perda de dezenas de vidas que enlutam muitas famílias a cada mês e, ainda, astronômicos prejuízos econômicos para empresas e para o país”, destacou o vice-presidente Regional do Oeste, Milvo Zancanaro. As condições das estradas já chegam a contabilizar aumento de custos de frete na faixa de 40%.

Segundo o superintendente do DNIT, a prioridade é fechar a carteira de construção e pediu a contribuição do setor produtivo para lutar por orçamento. “A realidade é que não temos orçamento para todas as obras necessárias”, destacou. Ele explicou que o DNIT tem orçamento de 6 bilhões de reais para 5 mil km de malha e a necessidade hoje seria 7 bilhões para poder atender todas as rodovias de forma ideal. “Oeste não merece este nível de estrutura de pavimento que está”. E ainda completou: “Nos deparamos com os gargalos que sozinhos não podemos resolver. O antídoto seria desafogarmos as questões orçamentárias”.

Alysson disse que realmente as rodovias estão em estado lastimável. “A 282 está sem contrato de manutenção e isso afeta demais as condições da rodovia”. Ele percorreu todos os trechos nos últimos três meses e sabe o que está acontecendo. “Últimos 21 dias de chuvas pioraram a situação”. Outro problema destacado pelo superintendente foi o peso das cargas. Ele disse que nas rodovias do Oeste 60% dos veículos, são de cargas.

Cláudio Redin, presidente da ACIC de Concórdia, disse que de qualquer ponto que chega no Oeste as estradas pioram conforme a proximidade da região. Ele também destacou a importância de olhar com atenção para o Trevo de Irani. “Como uma região tão produtora não podemos ter as estradas como estão”, destacou. Alysson disse que a obra do trevo do Irani é de suma importância. “Trevo do Irani já merecia uma atenção especial. Há falta de material arenoso na região e os projetos demoram a sair. A solução para isso é rubrica orçamentária, projeto e obra”.

O encontro, que contou com motivação da deputada federal, Caroline De Toni, também contou com a participação do vice-presidente da CACB, Ernesto Reck. Elson Otto, vice-presidente da Facisc, disse que a região necessita de ações por parte do governo para ontem.

Projeto de Duplicação

O superintendente disse que não existe ação de duplicação da BR -282 no DNIT. “O que existe é um EVTEA que indica a duplicação de toda a BR-282”, explicou. Para Alysson, o mais viável é fazer melhorias em pontos críticos como foi feito em Xanxerê. “Sugiro começar com trechos menores para que isso aconteça”.

Sérgio Rodrigues Alves, presidente da Facisc, explicou que todas as pautas do Oeste fazem parte do Voz Única. “A possibilidade da conversa sempre é importante, e eu questiono para saber o que existe de previsão de obras para o nosso estado. Não adianta nos insurgirmos e isso não ser prioridade para o DNIT”. O importante é que possamos manter a sintonia entre o movimento político. Chegamos no limite da tolerância de algumas coisas. O que se iniciou que se termine”. O presidente transmitiu o sentimento de toda a classe produtiva em relação à infraestrutura de Santa Catarina. “Passei de decepção para frustração. Porque nada está acontecendo na velocidade que precisamos em Santa Catarina”.

A presidente da Acix de Xanxerê e diretora de Marketing da Facisc, Irene explicou que todas as associações do Oeste, Noroeste e Extremo Oeste estão unidas e em busca das urgentes melhorias. “A Moção é um exemplo desta união. Precisamos de soluções urgentes”.