FACISC acompanha debate sobre novo modelo de concessão da Malha Sul e reforça urgência de soluções para ferrovias

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FACISC acompanha debate sobre novo modelo de concessão da Malha Sul e reforça urgência de soluções para ferrovias

Desenvolvimento Econômico

Comunicação FACISC

Autor Comunicação FACISC

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A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) esteve representada no debate sobre o futuro da Malha Sul ferroviária, realizado nesta terça-feira (20), na sede do Sistema FIERGS, em Porto Alegre. O encontro reuniu lideranças empresariais, representantes dos governos federal e estaduais e entidades ligadas à infraestrutura logística da Região Sul.

A FACISC participou por meio do diretor de Ferrovias e Agronegócio da entidade e também diretor do Movimento Pró-Ferrovias, Lenoir Broch, que acompanhou as discussões sobre o novo modelo de concessão da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027.

Segundo Broch, o foco do encontro foi a necessidade de avançar em soluções estruturantes para o setor. “O objetivo do encontro foi falar sobre o Tronco Sul. Existe uma proposta de prorrogação da concessão para, após, encaminhar um novo edital de concessão”, destacou. Ele acrescenta que temas estratégicos para Santa Catarina também estiveram em pauta, como o projeto ferroviário Chapecó–Correia Pinto. “Temos também uma atenção especial dada a esse projeto, mas acredito que o mais importante agora é entender como ele poderá ser viabilizado”, afirmou.

Durante a reunião, o Sistema FIERGS defendeu a adoção de um novo modelo de parceria público-privada para a Malha Sul, com foco na modernização da infraestrutura, integração com portos e maior eficiência logística. O presidente da entidade, Claudio Bier, ressaltou que a malha ferroviária da região opera muito abaixo do seu potencial, especialmente no Rio Grande do Sul, onde grande parte dos trechos está subutilizada ou degradada.

Para o diretor da FACISC, o debate reforçou a necessidade de ações imediatas. “A reunião foi produtiva, com muitas manifestações, e o Movimento Pró-Ferrovias se posicionou no sentido da urgência em encontrar soluções de curto prazo para o transporte ferroviário”, ressaltou Broch. Segundo ele, o Movimento tem atuado de forma colaborativa, “oferecendo conhecimento, experiência e novos caminhos” para a retomada do modal ferroviário. Broch também adiantou que o diálogo terá continuidade. “Estaremos agendando uma nova reunião com o corpo técnico para tratar do assunto e apresentar alternativas”, afirmou.

Do lado do governo federal, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, ressaltou a importância do diálogo com os estados para compreender as prioridades do setor produtivo e detalhou a proposta para a nova concessão da Malha Sul, além do cronograma previsto. “Este é um modal de transporte que pode transformar nossa relação com o restante do mundo. O Brasil exporta mais de US$ 350 bilhões por ano. Não existe país com a dimensão e a dinâmica econômica do Brasil sem ferrovias”, afirmou.

Em um contexto mais amplo, Ribeiro lembrou que estão previstos oito leilões ferroviários no país, com R$ 656 bilhões em recursos para o setor, dos quais R$ 140 bilhões destinados à malha ferroviária. O superintendente de Transporte Ferroviário da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alessandro Baumgartner, alertou que o debate é urgente. “Sem ferrovias, o escoamento da produção brasileira fica comprometido. Esse é um risco que precisamos combater. Temos que garantir a manutenção do funcionamento da malha e pensar na sua ampliação”, concluiu.

Para Broch, o fortalecimento do transporte ferroviário é estratégico para aumentar a competitividade das empresas catarinenses, reduzir custos logísticos e garantir maior eficiência e sustentabilidade ao escoamento da produção industrial e do agronegócio do estado. “Nossa grande preocupação é que os projetos de ferrovia tenham como destino os portos. Precisamos trazer a ferrovia para abastecer o mercado interno. Principalmente o grão, que além de transformar a proteína vegetal em animal, agrega o devido valor ao nosso produto. Precisamos abastecer nosso mercado interno trazendo grão e levando carne e demais produtos para todo Brasil”.