Exportações de Santa Catarina avançam na Ásia, América do Sul e África no primeiro trimestre

FACISC
Exportações de Santa Catarina avançam na Ásia, América do Sul e África no primeiro trimestre

Mercado de Trabalho

Comunicação FACISC

Autor Comunicação FACISC

Compartilhe

Santa Catarina ampliou a presença internacional no primeiro trimestre, com crescimento das exportações para Ásia, América do Sul e África. O estado alcançou o melhor desempenho da série histórica para o período nesses três continentes. O movimento reforça a diversificação de mercados e sustenta o resultado de US$ 2,7 bilhões em vendas externas entre janeiro e março, e avançou para a oitava posição no ranking nacional, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O avanço ocorre em paralelo à redução das exportações para parceiros tradicionais, como China, Estados Unidos e Argentina. Ainda assim, o estado manteve o patamar do ano anterior e subiu para a oitava posição no ranking nacional, ultrapassando Goiás e Bahia.

“O desempenho nesses três continentes indica uma mudança na estratégia comercial. Santa Catarina amplia mercados e reduz a dependência de destinos tradicionais, o que traz mais estabilidade para as exportações”, afirma o diretor de Relações Internacionais da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), Evaldo Nieheus Jr.

Diversificação de parceiros comerciais na Ásia

Na Ásia, houve retração de 4% nas vendas para a China, mas crescimento expressivo em outros mercados. Japão e Vietnã avançaram 35%, enquanto Filipinas, Índia e Singapura cresceram cerca de 20%. A Coreia do Sul teve alta de 60%, e países como Indonésia, Malásia e Camboja mais que dobraram as compras. Já para a Geórgia a alta chegou a 282%.

O desempenho veio, em grande parte, do agronegócio, com destaque para carnes de aves e suínos, miudezas comestíveis e soja. Produtos da indústria madeireira também ampliaram presença em mercados asiáticos. 

Santa Catarina também mais que dobrou as vendas para o continente de papel kraft e tabaco não manufaturado, produtos que o estado possui uma maior dependência das vendas com outras regiões, o que é positivo para a diversificação de parceiros. 

América do Sul ganha força fora dos mercados tradicionais

Na América do Sul, o resultado partiu de países fora da pauta principal, como Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela. Além de proteína animal e papel kraft, ganharam espaço produtos de maior valor agregado, como transformadores, condutores elétricos e máquinas agropecuárias.

África amplia participação com novos mercados e forte alta nas compras

Na África, o crescimento teve impulso de novos parceiros. Gana ampliou as compras em 663% e passou a ocupar a segunda posição entre os destinos no continente. Também houve avanço nas exportações para África do Sul, Congo, Costa do Marfim e Nigéria, com destaque para produtos alimentícios, motores elétricos, carnes e pescados.