A sétima edição reuniu empresários, gestores, técnicos, fornecedores e instituições em três dias de conhecimento, negócios, tecnologia e associativismo na Arena Opus.
Por três dias, São José foi ponto de encontro de empresários, gestores, técnicos, fornecedores e especialistas do setor de reparação automotiva. A sétima edição da ENFAUTO, realizada nos dias 24, 25 e 26 de setembro, na Arena Opus, reuniu 950 pessoas, 32 empresas expositoras e gerou diversos negócios, em uma estrutura de 4 mil metros quadrados. Organizado pelo Núcleo Estadual de Automecânicas (NEA) e a Associação Brasileira de Reparadores Veiculares (ARVEB), o evento apresentou novas tecnologias, estratégias de gestão e soluções para uma atividade que passa por uma transformação profunda.
Foram 22 palestrantes em 14 atividades no palco principal de gestão, além do palco das marcas, com oito a dez palestras por dia. As duas arenas técnicas Bosch também levaram 8 conteúdos práticos, incluindo carros híbridos e elétricos, novas tecnologias de reparo de radares e câmeras (ADAS) e muito conteúdo sobre linha Diesel Leve. A proposta da ENFAUTO esteve presente em toda a programação: ampliar o conhecimento e preparar empresários e profissionais para acompanhar as mudanças do mercado.
Entre os temas apresentados estavam desafios presentes no dia a dia das oficinas. Bruno Abrão falou sobre marketing aplicado à prática e a relação entre estratégia, execução e resultado. Rodrigo Dalmarco Warmling abordou formas de reduzir custos na compra de peças originais com procedência e garantia, enquanto Ricardo Dalbosco tratou de liderança e gestão de diferentes gerações. Sustentabilidade e logística reversa de óleo lubrificante, planejamento financeiro e os impactos da Reforma Tributária também entraram em pauta.
A diversidade de assuntos reflete as próprias transformações do setor automotivo. Os veículos incorporaram sistemas eletrônicos, tecnologias híbridas e elétricas e exigem profissionais cada vez mais preparados. As oficinas, por sua vez, precisam olhar para gestão, processos, dados, precificação, pessoas e produtividade. A excelência técnica continua essencial, mas precisa caminhar ao lado da capacidade de administrar o negócio.
Na abertura, o presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), Elson Otto, destacou a dimensão da atividade no Estado. Hoje, o estado catarinense possui mais de 42 mil CNPJs ativos na área de automecânica e mais de 115 mil trabalhadores formais e informais, um mercado que cresceu 33% na última década. O cenário reforça a relevância de uma atividade presente no cotidiano das cidades e essencial para a economia.
“Quero ressaltar a importância e a longevidade do NEA e da ENFAUTO, um evento de extrema importância para o setor de Santa Catarina. Quem achou que o mecânico ia acabar se enganou. O mecânico não vai acabar, ele vai valer muito mais. Mas só vale mais quem estuda, quem se atualiza, quem busca tecnologia e participa de núcleos”, ressaltou Otto.
A trajetória do NEA também ganhou destaque na abertura. Sob a liderança de Genuíno Simioni, a atual gestão trabalha na reorganização do núcleo e na construção de uma nova etapa para o setor, a nacionalização da associação. Hoje, são 493 empresas associadas em 30 núcleos em Santa Catarina, número que representa o triplo do tamanho alcançado nos últimos anos.
“O verdadeiro poder do nosso movimento está no associativismo. Juntos, sempre nos transformamos numa fortaleza. O crescimento que tivemos mostra a força desse trabalho e nos permite pensar na atuação nacional, levando esse modelo para outros estados. Por isso, lançamos no evento a Associação Brasileira de Reparadores Veiculares (ARVEB). E aqui na ENFAUTO a gente conseguiu ver isso na prática. Tivemos empresas que venderam R$ 150 mil, outras que passaram de R$ 350 mil, além de parcerias que estavam há meses sem avançar e que conseguiram se concretizar durante o evento. Tanto pelo resultado financeiro quanto pelo apoio mútuo e pelas parcerias que surgiram, foi fantástico”, afirmou Simioni.
Já no pronunciamento do gerente do Sebrae Santa Catarina, Carlos Alberto Kincheski, ele lembrou sua experiência como consultor de núcleos de oficinas mecânicas e o contato com as necessidades e desafios enfrentados pelas empresas. Durante o evento, anunciou uma iniciativa de capacitação e consultoria voltada à gestão, em parceria com a ARVEB.
“A gente está lançando com a ARVEB um programa de capacitação e consultoria para vocês trabalharem a gestão da empresa de vocês. Hoje, o Sebrae possui dez gerências regionais em Santa Catarina e também está à disposição das empresas do setor”, reforçou Kincheski.
Essa força da ENFAUTO também passou pelas empresas e instituições que apoiaram sua realização. O patrocinador Master foi a ARVEB. Na categoria Diamante, esteve a Griffo Oficinas. Os patrocinadores Ouro foram Bruning-Eixo, FEX DO BRASIL, Militec e ZF Aftermarket. Entre os patrocinadores Prata estiveram Aberama, Abrão Marketing Pós-Venda, Auto Pratense, BAP/Scherer, Forta Tech, Badé Lub, Hipper Freios, Indisa, Kolbenschmidt/Pierburg, MTE-Thomson, Mobensani, Multiqualita, Vclean e Tecnomotor. Na categoria Bronze, participaram Bater Life, EAATA Brasil, Eco5 Desmonte, Forauto Parts, Iatizze, Giros Distribuidora, Lwart Soluções Ambientais, Mivvi, Grupo Motortech e Sprintec.
Também apoiaram o evento FACISC, Bosch, Oficina Amiga da Mulher, Revista Reparação Automotiva, Sebrae, Senai, Sindirepa e Wega, além da Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo (AMMA).
Ao final de três dias, a ENFAUTO deixou uma mensagem que ultrapassa os limites de uma feira. A evolução do setor passa pela capacidade de aprender, compartilhar, criar conexões e fortalecer quem está ao lado. Em um mercado que muda na mesma velocidade da tecnologia, preparar as empresas e as pessoas é também preparar as cidades para continuar avançando.
O Núcleo Estadual de Automecânicas (NEA) nasceu em 1998, a partir do Empreender, programa da FACISC, em parceria com o Sebrae/SC, que aproximou empresários do setor e estimulou a criação de núcleos de automecânicas. A iniciativa fortaleceu a troca de conhecimento, a capacitação e a busca por soluções coletivas e deu origem a uma estrutura que hoje reúne núcleos setoriais de empresas da reparação automotiva em Santa Catarina, com atuação voltada ao associativismo, à representatividade, ao acesso a novas tecnologias e à cooperação entre as empresas.














