Embaixador da Alemanha visita São Bento do Sul

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Embaixador da Alemanha visita São Bento do Sul
Comunicação FACISC

Autor Comunicação FACISC

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Nesta semana, 16, esteve em São Bento do Sul, o embaixador da Alemanha, Georg Witschel, acompanhado do cônsul Geral da Alemanha, de Porto Alegre, Stefan Traumann e do cônsul honorário, de Joinville, Rodrigo Meyer Bornhold. A visita foi organizada pelo Instituto Cultural Brasil Alemanha (ICBA), com o apoio da Associação Empresarial (Acisbs).

Na cidade, o embaixador esteve na prefeitura, onde conheceu os principais indicadores econômicos, sociais e de turismo do município. Na sequência, a comitiva também visitou a Sociedade Literária, que possui um rico acervo de livros em Alemão, e o ICBA, onde conheceu a estrutura física da escola com três décadas de dedicação à língua alemã.

Após as visitas, um almoço de integração aconteceu no Serra Alta Hotel, com representantes das entidades envolvidas. A Banda Treml também participou da recepção. No local, o presidente da Acisbs, Jonathan Roger Linzmeyer, e o presidente do ICBA, Jorge Hilgenstieler Júnior, receberam as autoridades. Linzmeyer destacou a forte presença das origens alemãs no munícipio, com heranças culturais muito destacadas. “Nossos descendentes alemães sempre se mostraram ordeiros e dedicados com o trabalho, no desenvolvimento de nossa cidade, e principalmente, com a preservação da cultura”, disse.

Durante o encontro de almoço, o embaixador falou das relações entre os dois países. Segundo ele, não há nenhum problema ou desafio político. “As relações estão boas e intensas” conta. Mas, o embaixador ressaltou, que a Alemanha não está totalmente satisfeita com a relação. A instabilidade econômica brasileira e os mercados vibrantes da China e da Índia têm interferido no processo. “Com a América Latina está um pouco lento, não estamos focando em investimentos aqui”. Mas disse que também não estão totalmente voltados para a Ásia.

Georg Witschel ressaltou que não está fácil de explicar para o governo alemão, que sim, vale a pena investir, viajar e trabalhar no Brasil. Porém, estão restabelecendo os laços entre os dois países depois da dificuldade dos últimos três anos, que foram de poucas visitas e investimentos. “Tivemos dois anos de uma atividade política e econômica bem reduzida”. Mesmo assim, garantiu ele, que a cooperação com os setores de cultura e meio ambiente foi mantida.

O embaixador ainda destacou, que apesar do distanciamento dos últimos anos, a Alemanha é o maior parceiro do Brasil na Europa e o 4º no mundo. Em 2016 e 2017 a relação comercial foi baixa, mas nos quatro meses de 2018, ocorreu um aumento do comércio bilateral. “Foram 15% de exportações brasileiras e 18% de importações. O que demostra uma retomada no comércio entre os dois países”, finalizou.