Celebrado em 25/2, o Dia do Agronegócio vem com uma marca especial para Santa Catarina: foi o estado que mais ampliou o número de trabalhadores na agropecuária no país. A alta foi de 19% em relação a 2024, quase dez vezes superior à média nacional, de 2%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE, com análise da Facisc.
Segundo o diretor de Agronegócio da Facisc, Lenoir Broch, a data reforça a importância de um setor estratégico para a produção de alimentos, geração de empregos, exportações e inovação tecnológica no Brasil. “O agronegócio sustenta cadeias produtivas inteiras, movimenta a economia regional e nacional e garante competitividade ao país no mercado internacional. Em Santa Catarina, os números de 2025 mostram um setor resiliente, que cresce, gera oportunidades e amplia a formalização.”
Broch também ressalta que o avanço do setor precisa estar acompanhado de investimentos estruturantes. “Para manter esse ritmo de crescimento, é fundamental avançar na infraestrutura logística, especialmente na viabilização de ferrovias em Santa Catarina. Melhorar o escoamento da produção é decisivo para reduzir custos, ampliar a competitividade e consolidar o desenvolvimento que o estado já apresenta.”
Dados demonstram a potência do Agro catarinense
O estado encerrou o ano com 305,2 mil pessoas ocupadas na agropecuária, entre trabalhadores formais e informais. O resultado sucede um 2024 marcado por perdas causadas por eventos climáticos no Sul do país e acompanha a recuperação de culturas agrícolas, a expansão da pecuária e o avanço das exportações.
Do total de ocupados, 190,1 mil trabalham por conta própria, 80,1 mil são empregados do setor privado, 27 mil são trabalhadores familiares não remunerados e 7,9 mil são empregadores. Todas as categorias avançaram. O número de empregadores cresceu 32%, e o de empregados privados, 22%, o maior aumento entre os principais estados produtores do país.
Para Broch, o desempenho confirma a capacidade de reação do setor. “A agropecuária foi o único grande segmento da economia catarinense a ampliar o número de carteiras assinadas em 2025, mesmo sendo uma atividade com histórico de informalidade”, afirma.
Exportações e recuperação das lavouras
A criação de suínos registrou alta de 50% no número de trabalhadores. Na bovinocultura e no cultivo de tabaco, o crescimento superou 30%.
A expansão ocorre em meio ao desempenho das exportações. A carne suína alcançou recorde de embarques no ano, enquanto o valor exportado de tabaco dobrou em relação a 2023. O estado também retomou as vendas externas de bovinos após dois anos, com embarques para o Marrocos.
Na agricultura, a melhora das condições climáticas e o ganho de produtividade impulsionaram o emprego. O número de trabalhadores aumentou 40% no cultivo de soja e milho, 99% no arroz e na uva e 199% nas lavouras permanentes.
Mapa do Agro
O desempenho do setor em Santa Catarina também é detalhado no Mapa do Agro, estudo elaborado pela Facisc que reúne indicadores de produção, emprego, exportações e participação econômica do agronegócio catarinense. A nova edição do levantamento será lançada em maio, com dados atualizados e análises regionais.
De acordo com Broch, o material é estratégico para orientar decisões empresariais e políticas públicas. “Cerca de 40% dos CNPJs de Santa Catarina estão direta ou indiretamente ligados ao agronegócio. O Mapa do Agro cumpre o papel de organizar essas informações, apontar tendências e identificar as tecnologias necessárias para fortalecer ainda mais o setor, utilizando a capilaridade e o poder de articulação da federação.”













