Sul do Estado fecha primeiro quadrimestre com menor saldo de empregos desde 2020

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Sul do Estado fecha primeiro quadrimestre com menor saldo de empregos desde 2020

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Comunicação ACI

Autor Comunicação ACI

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Levantamento elaborado pela Acic com base no Novo Caged mostra que movimento é seguido pela Região Carbonífera e por Criciúma

O mercado formal de trabalho do Sul catarinense fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com o menor saldo de vagas para o período desde 2020, ano marcado pelos impactos da pandemia. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No período, a mesorregião registrou saldo de 7.394 empregos formais. O resultado fica abaixo dos saldos contabilizados em 2025, com 10.619 vagas; 2024, com 9.544; 2023, com 7.490; 2022, com 7.909; e 2021, com 12.043. Em 2020, primeiro ano da série analisada e marcado pela crise de saúde, o saldo havia sido negativo, com -5.482 postos de trabalho com carteira assinada.

“Embora os saldos permaneçam abaixo dos patamares observados nos anos anteriores, os indicadores demonstram que a economia regional continua gerando empregos e sustentando um mercado de trabalho relativamente aquecido”, aponta o economista Leonardo Alonso Rodrigues.

“No Sul do Estado, a diversidade da estrutura produtiva continua sendo um diferencial, com contribuição relevante da construção civil, da indústria, da educação e das atividades de serviços para a manutenção dos resultados positivos”, completa o economista Alison Fiuza.

Com base nos dados do Novo Caged, os especialistas elaboram o Boletim do Emprego Formal, disponibilizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic). O estudo completo, com informações detalhadas e análise dos economistas, pode ser consultado no site da entidade.

Região Carbonífera acompanha movimento

A tendência é seguida também na Região Carbonífera. No primeiro quadrimestre de 2026, os municípios da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) registraram saldo de 2.582 empregos formais. O resultado é inferior aos verificados em 2025, com 4.137 vagas; 2024, com 4.669; 2023, com 2.957; 2022, com 3.749; e 2021, com 4.532. Em 2020, o saldo havia sido negativo, com fechamento de 1.503 postos de trabalho.

Embora a região acompanhe a tendência observada no Sul catarinense, o comportamento não se repete de forma uniforme entre os 12 municípios da Amrec. Enquanto algumas cidades registraram os menores saldos dos últimos anos, outras mantiveram resultados positivos e até ampliaram a geração de empregos formais.

Maior município da Região Carbonífera e principal economia do Sul do Estado, Criciúma fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo de 700 empregos formais. O resultado é inferior aos registrados em 2025 (1.702), 2024 (1.828), 2023 (1.183), 2022 (2.267) e 2021 (2.029), configurando o menor saldo para o período desde 2020, quando foram fechadas 1.057 vagas em razão dos impactos da pandemia.

Em sentido contrário ao movimento observado em Criciúma, Içara encerrou o período com saldo de 503 empregos formais, resultado superior aos registrados em 2025, com 494 vagas; 2023, com 464; e 2022, com 197. O desempenho, porém, ficou abaixo dos saldos de 2024, com 608; e 2021, com 569.

Outros municípios da Região Carbonífera também registraram resultados positivos no primeiro quadrimestre. Urussanga encerrou o período com 361 vagas formais, o melhor desempenho da série apresentada, enquanto Balneário Rincão contabilizou 249 vagas, também alcançando seu melhor resultado no período analisado.

“Na Amrec, a geração de vagas segue apoiada principalmente pela indústria de transformação, pela construção civil e pelas atividades de serviços, com destaque para segmentos ligados ao processamento de alimentos, à confecção de vestuário, ao comércio atacadista e aos serviços empresariais”, analisa o economista Leonardo Alonso Rodrigues.