Representantes do Grande Oeste buscam soluções para o suprimento de milho no estado

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Representantes do Grande Oeste buscam soluções para o suprimento de milho no estado
Comunicação FACISC

Autor Comunicação FACISC

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A região do Grande Oeste catarinense vive um momento de expectativa para a concretização de um antigo sonho do maior setor transformador de proteína vegetal em proteína animal no mundo – Santa Catarina. Trata-se da consolidação da Rota do Milho, que visa encurtar distâncias no transporte terrestre do produto e promover o desenvolvimento de forma integrada.

Por este motivo, mais de 100 lideranças de Itapúa (Paraguai), Misiones (Argentina) e Santa Catarina (Brasil) se reuniram nos dias 15 e 16 de setembro em Encarnación, no Paraguai, no evento de assinatura do Termo de Acordo de Ações de Cooperação, entre Paraguai, Argentina e Brasil.

Em busca de soluções para o suprimento de milho para Santa Catarina, um grupo de representantes da Facisc no Grande Oeste também participaram do evento com os representantes de outros três países para discutir soluções conjuntas para o problema comum a todos.

Além de empresários de municípios do Grande Oeste, participaram do encontro o vice-presidente de relações internacionais da Facisc, Milvo Zancanaro, o v.p. do Programa Empreender, Allan Edgard Kreutz, e o v.p. do setor de agronegócios Vincenzo F. Mastrogiacomo, acompanhados dos consultores regionais Olavo Prass e Osvaldo Mota. “Nosso objetivo é ajudar a agroindústria de Santa Catarina. Esse é um primeiro momento para uma abertura efetiva de comércio internacional entre produtores e consumidores. Foi um evento de grande repercussão em face de presença de autoridades políticas, empresários, entidades, prefeitos, produtores e compradores dos três Países”, destacou o vice-presidente da Facisc para o setor de Agronegócios, Vincenzo Mastrogiacomo.

Segundo Allan Kreutz, a importação de milho pelo corredor bio-oceânico, como única rota catarinense que tem uma alfandega legalizada e único porto de terra em Santa Catarina, é o caminho mais curto para que os produtores de suínos frangos e gado possam fazer a importação do milho tendo em vista o grande crescimento da produção do agronegócio no estado. “Para que consigamos viabilizar a entrada de produtos, ainda necessitamos de uma articulação muito grande para os ajustes de estrutura tanto do lado paraguaio, como lado argentino, mas certamente teremos grandes benefícios com a entrada por Dionísio Cerqueira, pois faremos com que aumente o número de importadores, exportadores e de prestadores de serviços no comercio internacional. Será um incremento muito grande para a economia local e toda Santa Catarina ganhará muito com isso”, declarou o representante da regional.

Este novo percurso, aguardado há décadas pelo setor produtivo, empresas que atuam no ramo cooperativista e de produção de grãos, suinocultura, leite, entre outros, também pretende diminuir o frete e desta forma fortalecer o agronegócio, das regiões envolvidas.

A Rota do Milho quer diminuir custos e aumentar lucros fazendo o transporte do milho (que já é trazido do Paraguai para o Brasil), por uma rota muito mais curta e que vai potencializar o desenvolvimento das economias regionais, também por meio outras ações de integração, que incluem o turismo e a cultura econômica e social.

Na agilização do processo estão envolvidos o Bloco Regional de Intendentes, Prefeitos e Alcaldes do Mercosul (BRIPAM), e o Núcleo de Faixa Estadual da Região da Faixa de Fronteira de Santa Catarina (NFSC), além de entidades representativas.

A rota propõe a saída do milho do país paraguaio até a Argentina, que deve passar pela Província de Misiones em direção ao município de Bernardo de Irigoyen, seguindo até Dionísio Cerqueira. Esta iniciativa vai significativamente aumentar o benefício de grandes produtores e receptores do produto no Brasil, principalmente em Santa Catarina.

A assinatura do Termo de Ação ocorreu sábado (16), na sede do Governo de Itapúa, com a presença de importantes autoridades dos três estados. A partir deste ato, a estimativa é que até meados de novembro deste ano, a primeira balsa faça a travessia do Rio Paraná, consolidando um sonho da grande região Oeste de Santa Catarina, aguardado por décadas.