Regional Oeste Facisc reúne-se com Secretaria de Estado da Saúde




Com o objetivo de buscar soluções conjuntas e colocar o Sistema Facisc a disposição para o avanço das ações no combate à Covid-19, o vice-presidente da Facisc para a regional Oeste, Milvo Zancanaro, reuniu-se nesta segunda-feira (01/03) com o secretário adjunto da saúde, Alexandre Fagundes, a deputada federal Carmem Zanotto, que é relatora da Comissão Externa de Combate à Pandemia, com Gelson Dallacosta, presidente do conselho deliberativo da Acic e presidente do conselho do HRO (Hospital Regional do Oeste) e com Cidney Barozzi, representante do conselho da ACIC Chapecó.
A reunião foi solicitada ao governo após identificar que vários hospitais da região não estão credenciados para atender Covid 19 e que isso tem gerado preocupação tendo em vista que os números de pessoas que precisam de atendimento só crescem e os hospitais referenciados para atender a doença estão colapsados.
De imediato o secretário adjunto atendeu ao pedido. Os representantes empresarias e do hospital expuseram as preocupações com a situação e sugeriram ações práticas como a renovação imediata dos leitos de UTI Covid não renovados pelo governo Federal em 2021, o pagamento imediato e retroativo aos hospitais referente a leitos UTIs Covid 19 mantidos abertos e aos leitos UTI Covid 19 extras abertos neste ano para suprir a demanda local, ao governo Federal e Estadual, o financiamento para leitos que não estejam credenciados e atendendo como Covid 19, mas que por força de necessidade atendem estes pacientes, a liberação dos 5% e de reserva técnica das vacinas do Ministério da Saúde de forma emergencial para a região Oeste de SC para reduzir o nível de contágio.

Foi proposto ainda credenciar de forma emergencial os hospitais da região (privados ou não) para atendimento a outras doenças e urgências a fim de liberar os quatro referenciados Covid a atendimentos exclusivos a pandemia.
Também foi feita a solicitação ao governo do estado para que via MP faça TACs com os municípios para o tratamento precoce a fim de reduzir a taxa de letalidade e de agravamento da doença, como efetivado em agosto passado em Pinhalzinho que coloca o município em lugar de destaque em relação aos efeitos.

Milvo ouviu o relato da deputada federal Carmem Zanoto que, acompanhada do secretário adjunto, também falou das ações do estado e pediu ajuda para aquisição de bombas de infusão, justificando que o contrato que o estado possui de comodato não permite a aquisição extra imediata destas bombas e que através da campanhas de arrecadação poderia ser agilizado.

Alexandre Fagundes reforçou o desafio de conseguir recursos humanos especializados e reiterou que o estado já não tem mais profissionais para serem contratados para ampliar o atendimento. Destacou também que duas equipes de fora já atendem na região Oeste e o esforço é para conseguir mais profissionais e insumos. Além dos respiradores, ele salientou a necessidade de ter monitores, bombas de infusão e profissionais com expertise para este atendimento que não pode ser realizado por qualquer profissional sem experiência a fim de reduzir os riscos e preconizar os protocolos.

A deputada estadual Carmem Zanotto se comprometeu em levar as reivindicações e sugestões a Brasília assim como o secretário adjunto, Alexandre Fagundes se comprometeu em levar as demandas ao secretário da saúde do estado para agilizar os procedimentos.

“Cabe ao poder público garantir os recursos para os atendimentos e a nós da iniciativa privada e sociedade intensificar o autocuidado e a conscientização para prevenir a propagação do vírus. Pois esta é uma luta de todos e somente unidos conseguiremos superar as dificuldades”, reforçou Milvo.

O encontro também contou com a participação do presidente da Facisc, Sérgio Rodrigues Alves, que ressaltou que o momento é de solidariedade e responsabilidade mútua entre governo e sociedade. “Precisamos unir esforços, olhar coletivamente e buscar soluções que amenizem a situação. A Facisc está em contato constante com o Governo Estadual e sempre atuando para que o setor econômico seja ouvido e que sejam consideradas atitudes que tragam os menores impactos possíveis neste momento”, declarou.