Plenária Regional da FACISC debateu desafios e oportunidades de crescimento para empresas da região
Lideranças políticas e de associações empresariais do Oeste de Santa Catarina discutiram desafios e oportunidades de crescimento para empresas da região, na Plenária Regional Oeste da FACISC, em Xaxim, na noite desta terça-feira (29). O evento teve como convidado especial o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviço (SICOS), Silvio Dreveck.
Ele apresentou programas e incentivos voltados ao desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços no estado, com foco especial nas micro e pequenas empresas. Entre eles, o Desenvolvimento da Empresa Catarinense, o programa Juro Zero, o PRONAMPE SC, e o SC Bem Mais Simples.
“Nosso objetivo é fazer com que cada empresa catarinense encontre o programa certo para seu perfil e cresça com mais competitividade, produtividade e geração de emprego”, afirmou o secretário.
O presidente da FACISC, Elson Otto, reforçou a importância de encontros como este, promovidos pela pela Federação, para fortalecer o diálogo entre o setor produtivo regional e o poder público, para promover parcerias estratégicas para o desenvolvimento econômico.
Os eventuais impactos da política do “tarifaço” dos Estados Unidos à economia do oeste catarinense, que é a região catarinense que mais exporta, foram destacados pela economista da FACISC Mariana Guedes. Um levantamento da Federação com base em dados de comércio exterior do MDIC e de empregos formais do MTE demonstra que o Oeste conta com 186 empresas que venderam R$ 13,1 bilhões de seus produtos ao exterior em 2024.
Possíveis impactos – Caso a tarifa de 50% seja mesmo aplicada a produtos brasileiros no dia 1º de agosto, os setores da Regional Oeste mais impactados serão o de madeira em forma, que depende 97% das exportações aos EUA e o de produtos de madeira, que exportam cerca de 80% para o país. Por outro lado, os Estados Unidos teriam dificuldades para diversificar parceiros internacionais na madeira em forma, pois o Brasil é responsável por 30% do fornecimento do produto aos EUA.
Também podem ser impactados os setores que produzem bens de capital na região, como de turbinas hidráulicas e de máquinas para trabalhar borracha e plástico. Mais de 70% das exportações dessas indústrias vão para os EUA, que por sua vez têm diversificação de parceiros comerciais mundiais nestas áreas. Ou seja, os Estados Unidos não dependeria do Brasil para importar estes produtos.
Já no setor alimentício, por exemplo, a região é líder nacional em exportação de gelatina para os EUA. O setor vende cerca de 30% da sua produção aos EUA, mas não sofreria tanto o impacto do tarifaço porque tem ampliado o mercado com países da Europa e da América Latina. Além disso, 25% da gelatina consumida nos Estados Unidos é fornecida pelo Brasil, o que dificulta mais a troca de parceiros comerciais.
Confira aqui as fotos: https://flic.kr/s/aHBqjCoKCK
Confira a agenda das próximas Plenárias Regionais da FACISC:
30 de julho – Regional Extremo Oeste
Onde: São Miguel do Oeste
Tema: Habitação
31 de julho – Regional Noroeste
Onde: São Lourenço do Oeste
Tema: Habitação













