O ex-governador João Raimundo Colombo se reuniu com o Núcleo de Comunicação da Acil, na noite de sexta-feira (10), no Rancho Rochedo, para um jantar-palestra, onde por quase duas horas contou sua trajetória na política, desde os três mandatos de prefeito, duas vezes governador, deputado federal e senador da República.
Lamentou bastante não ter deixado “herdeiros” para assumirem esses cargos nos dias atuais, “e vejo que a Serra Catarinense poderá ficar sem representatividade em Brasília, e isso me entristece muito”, desabafou.
Candidato
“A Serra Catarinense não pode ficar sem representatividade em Brasília e não vislumbro nenhuma liderança que possa assumir esse papel nesta eleição. Estou entre a cruz e a espada, pois ouço pedidos, mas por outro lado vejo que já cumpri minha missão na política. Tenho refletido muito sobre essa questão e, por mim, já teria ‘pendurado as chuteiras’, mas…”
Legado
– Ainda hoje ouço cobranças dizendo que enquanto governador não trouxemos empregos para nossos filhos. Mas quero citar algumas conquistas que ficaram raízes, como a Ambev, a Sanovo, a GTS, a Vossko e mais recentemente a Berneck. São conquistas que participamamos ativamente para que se instalassem em Lages, e quero aqui cobrar dos outros governadores que me sucederam, que apontem o que trouxeram para Lages!
Educação Superior
Colombo fez um relato da situação das fundações educacionais do Sistema Acafe, que estavam atoladas em dívidas, e que por diversas vezes foi na Presidencia da República e no STF para mudar a legislação. E conseguimos, pois hoje todas elas estão com a saúde financeira recuperada.
Fake News
Colombo contou detalhes, até então não relatados na Imprensa estadual, sobre a primera “fake News” da política catarinense, que foi o vídeo feito na campanha ao Senado, onde forjaram depoimentos dizendo que a estrada seria para chegar na minha fazenda na Coxilha Rica. Foi mais de Um Millhão e 100 mil disparos de mensagens por whattsapp (naquela época podia). Até que finalmente a Polícia Federal e Justiça descobriram os autores. O vídeo foi retirado do ar, os autores idenfificados, mas o estrago já havia sido feito e é como “um travesseiro de penas jogadas ao vento, onde nunca mais se consegue juntar todas.
“E por isso mesmo espero que a Justiça Divina faça sua parte, pois a dos homens já foi feita”, concluiu João Raimundo Colombo.












