Núcleo de Beneficiamento Têxtil discute mudança na aplicação do ICMS

Vale do Itajaí
Núcleo de Beneficiamento Têxtil discute mudança na aplicação do ICMS
Comunicação FACISC

Autor Comunicação FACISC

Compartilhe

Na noite desta quarta-feira, 11 de agosto, o Núcleo de Beneficiamento Têxtil, da Associação Empresarial de Brusque (ACIBr), discutiu a mudança do entendimento da Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz), na aplicação do ICMS sobre os insumos. Na oportunidade, colaboradores que integram o setor tributário das empresas se fizeram presentes, para esclarecer pontos que consideram divergentes e o quanto a medida vai aumentar os custos de produção.

“Quando tomamos conhecimento, imediatamente convocamos uma reunião que aconteceu de forma virtual, mas sentimos a necessidade de um novo encontro, desta vez presencial, que agora ocorreu e foi bastante positivo. Montamos um plano de ação, vamos buscar um número maior de empresas do segmento para alinhar as informações e ficamos felizes em contribuir, através do associativismo”, destaca o coordenador do Núcleo de Beneficiamento Têxtil, Dirceu Luiz Dirschnabel.

Pierre Luiz Dalago, gerente de Controladoria de uma das empresas nucleadas, explica que a lei de 2017 não sofreu a alteração. A mudança veio do entendimento da Sefaz, em relação ao ICMS sobre os insumos aplicados nos processos de beneficiamento. Em Santa Catarina, a medida foi informada através de uma Nota Técnica e provocou questionamentos. É o caso do ofício expedido pelo Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex). Ainda sem retorno da Secretaria do Estado da Fazenda, o novo modelo de tributação segue indefinido em Santa Catarina.

“Diante do ofício, a Sefaz informou que no momento não irá autuar as empresas e que é necessário aguardar a análise do documento e a resposta da Secretaria. Caso o entendimento seja definitivo, ele vai pesar tributariamente em toda a cadeia e a conta será paga pelo consumidor final, que é toda a população”, lamenta Dalago.

Recentemente, Santa Catarina ultrapassou o estado de São Paulo e lidera o mercado de vestuário e acessórios no Brasil, representando 26,8% da produção industrial no país. Conforme dados informados pelo Sintex, o Estado mantém cinco mil unidades de produção têxtil, sendo cerca de 800 produtoras ou beneficiadoras de manufaturas têxteis e aproximadamente quatro mil fabricantes de artigos confeccionados. Desta forma, a indústria têxtil e de confecção catarinense gera cerca de 170 mil empregos formais.