Em Brusque, uma iniciativa do Núcleo de Gestão Ambiental da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr), em parceria com a Fundema e o Sesc, tem impedido que dezenas de toneladas de lixo eletrônico sejam descartados em aterros sanitários ou até mesmo na natureza, na região. Para se ter uma ideia, só na última ação “Dia D Ecoponto”, em setembro, foram recolhidos 1,3 tonelada de resíduos pela força-tarefa que já é realizada há 9 anos. O balanço final apontou a coleta de 1.183,79 quilos de eletrônicos, 144,90 quilos de pilhas, 50,60 quilos de tampinhas e 5,3 quilos de lacres, além de 886 lâmpadas e dois pneus.
O coordenador no Núcleo, André Klabunde, conta que tudo começou por iniciativa de dois empresários da associação que queriam conscientizar a população sobre a importância do tema.
“Sem o destino correto, o material poderia poluir o solo por séculos. Assim, recolhemos pilhas, lâmpadas, baterias e outros eletrônicos de forma gratuita, para descartar corretamente depois”, explica Klabunde.
As pilhas, por exemplo, representam um risco elevado quando descartadas de forma incorreta, liberando metais pesados capazes de contaminar o solo, a água e colocar em risco a saúde de pessoas e animais.
Para os organizadores, a iniciativa vai além do recolhimento de resíduos. “É muito gratificante fazer parte dessa ação, porque é uma chance de promover a sustentabilidade trazendo conscientização à comunidade”, destacou Vanessa Hodecker, consultora de núcleos setoriais da ACIBr.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o quinto país que mais produz lixo eletrônico no mundo. Apenas 3% dos resíduos gerados recebem o descarte correto, o que mostra a relevância de iniciativas locais como o Dia D Ecoponto, capazes de estimular a conscientização e gerar impacto positivo na comunidade






