Feirão do imposto é lançado e Jeep Willys é símbolo da edição




Na quinta-feira, 16/9, foi realizada mais uma edição do Feirão do Imposto, desta vez de uma forma diferente. 

Além do modelo virtual, no evento foi apresentada uma comparação do código fiscal e tributário e um carro. Se o código tributário brasileiro fosse um carro, qual ele seria? A resposta é o Jeep Willys, velho e beberrão.

O evento contou com a participação do deputado federal, Gilson Marques, e o deputado estadual, Bruno Souza, que receberam um ofício pedindo atenção especial dos parlamentares em relação a projetos de lei que reduzam a carga tributária do Brasil e à Reforma Tributária.

Na oportunidade o símbolo do Feirão foi entregue ao deputado federal Gilson Marques e ao deputado estadual Bruno Souza, que reforçaram o apoio e a necessidade da Reforma Tributária.

“Temos um dos piores códigos tributários do planeta. Isso é muito grave. Além da alta carga tributária, quem mais paga é o mais pobre. Com a aprovação da reforma teríamos um crescimento estimado de 25%.O estado não dá nada. Ele precisa tirar de algum lugar. Por isso, está na hora de falarmos sobre o tamanho do gasto público, principalmente porque não existe país que alcançou a prosperidade com uma carga tributária deste tamanho”, foram algumas das  declarações do deputado estadual Bruno Souza.

Presente no evento o presidente da Facisc, Sérgio Rodrigues Alves ressaltou a importância do apoio dos parlamentares. “Vocês são os nossos representantes e nos traz uma esperança de mudança ver que entendem a importância da reforma tributária, pois ou resolvemos o problema, ou continuaremos convivendo com ele e suas consequências”, argumentou o presidente.

Presidente do Cejesc, Bruno Saldívia também ressaltou a importância do apoio da classe política. Entregamos esse símbolo para lembrar da necessidade da Reforma Tributária, pois precisamos ter cada vez mais pessoas engajadas nessa causa e o Cejesc quer ser um suporte através dos seus líderes locais que também estão cansados e unidos nessa causa”, declarou.

Para o deputado federal Gilson Marques o estado nunca vai entregar mais do que arrecadou do cidadão, por isso para entregar algo precisa tirar de alguém. “Isso tudo é para que nos indignemos, pois se pagamos e não temos nada em troca, por um serviço que não recebemos e o valor sobe a cada dia mais, precisamos nos indignar. Precisamos diminuir a carga tributária e fazer com que o Estado aperte o cinto, porque quanto mais damos dinheiro, menos há estímulo em reduzir”, destacou.

 

Sobre o Jeep Willys

O famoso Jeep Willys foi eleito o carro do ano em 1966. Neste mesmo ano entrava em vigor o Código Tributário Nacional.

Daquela época pra cá, pouca coisa mudou em nossa legislação tributária e fiscal, explica Bruno Saldivia, presidente do Conselho Estadual de Jovens Empreendedores de Santa Catarina (Cejesc).

Segundo um ranking internacional, o Tax Complexity Project, criado por duas universidades alemãs, a LMU, de Munique, e de Paderborn, o Brasil é o país com a maior complexidade tributária no mundo.

A ideia da comparação ao Jeep veio do evento Pedalada fiscal, realizado durante o Feirão do Imposto em maio deste ano e que chamou atenção para a alta carga tributária nos combustíveis. Qualquer pessoa poderia participar do evento, bastando fazer o download do aplicativo Strava, entrar no grupo do CEJESC no aplicativo e registrar a sua quilometragem pedalada.

Foram mais de 100 participantes e 1.299km percorridos. Além de colaborar para uma melhor qualidade de vida, estas pessoas economizaram combustível e deixaram de pagar os altos impostos atrelados a eles. “Nosso código tributário não pode ser igual a um carro antigo. Apesar de ser um carro clássico, a verdade é que não pode ser igual um Jeep Willys: pesado, consome muito combustível (tempo/burocracia) e necessita de manutenção constante. Precisamos de uma reforma tributária para garantir que tenhamos algo moderno, coerente com o mundo que vivemos hoje, pensando no empreendedor, garantindo que ele tenha mais facilidade para empreender e gerar riqueza para o nosso país”, completa Bruno.