Feirão do Imposto da ACI Imbituba terá venda de 12 produtos sem impostos

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Feirão do Imposto da ACI Imbituba terá venda de 12 produtos sem impostos
Comunicação FACISC

Autor Comunicação FACISC

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Ao todo serão 356 itens subsidiados. Ação nacional da Conaje e Cejesc, na cidade é organizada pelo ACIM Jovem em parceria com o Althoff Supermercados

O Feirão do Imposto 2017 em Imbituba terá a venda de produtos sem impostos na manhã do dia 27 de maio, em frente ao Supermercado Althoff. A mobilização nacional está na sua 15ª edição e tem como tema “Chega de Mão Grande”, uma ação contra a corrupção e a favor do retorno dos impostos. Os produtos são limitados a 356 itens, divididos em 12 produtos, sendo que cada pessoa pode levar no máximo quatro itens, independentemente de ser a mesma mercadoria ou uma de cada, ampliando o número de participantes.

Na cidade, o Núcleo de Jovens Empresários da Associação Empresarial de Imbituba – ACIM Jovem organizam as ações. O Althoff Supermercados está apoiando a mobilização. Realizado em mais de 100 cidades brasileiras com a proposta de informar a população sobre a carga tributária que incide em produtos e serviços no país, o Feirão terá um calendário de ações neste ano. De 1º a 26 de maio serão promovidas ações de conscientização e no dia 27 de maio, a realização da mobilização nacional.

Mobilização em duas etapas

Entre quinta e sexta (25 e 26) alguns produtos do Supermercado Althoff em Imbituba estarão identificados com uma placa informando seu valor real e também o valor que poderíamos pagar se não tivéssemos tantos impostos. No local terá um banner explicando que a ação de conscientização é referente ao Feirão do Imposto.
Já no dia 27 de maio, durante a manhã, será feita a panfletagem e divulgação do Feirão do Imposto em Frente ao supermercado, com a exposição e comercialização de alguns produtos sem impostos. Estes impostos que o consumidor não pagará serão integralmente subsidiados pela empresa.

Confira os produtos e as quantidades que estarão disponíveis

 

Produto
Unidades
Azeite de Oliva Cardeal Extra Virgem 500ml
12
Chocolate Lacta Leita 20g
120
Biscoito Passatempo Recheado Chocolate 130g
70
Refrigerante Coca-Cola pet 1,5 L
16
Refrigerante Fanta Laranja pet 2 L
16
Cerveja Amstel Lager 600ml
36
Nectar Del Valle Mais Laranja 1 L
18
Lava Roupa Girando Sol Rosa Flor 1kg
20
Amaciante Girando Sol concentrado Azul 500ml
12
Shampoo Pantene 400ml
12
Ração Cão Faro Adulto Carne 1kg
12
Ração Gato Top Cat Carne/Peixe/Veg 1kg
12
*Cada pessoa só poderá levar 4 itens

 

O Feirão e seus resultados

 

O projeto Feirão do Imposto foi criado em 2003, na cidade de Joinville (SC) pelo Núcleo de Jovens Empresários da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), que mobilizou a sociedade civil joinvilense para informar e, sobretudo, educar a população a respeito do quanto se paga em impostos. A partir dessa mobilização, o Feirão se tornou uma ação nacional, desenvolvida anualmente pela Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE) para conscientizar o quanto se paga em impostos e acompanhar a destinação dos tributos.

A CONAJE, os movimentos estaduais e os parceiros na realização do Feirão do Imposto já conseguiram alcançar importantes resultados para reduzir a carga tributária brasileira, além de conscientizar, a cada ano, uma grande parcela da população. Entre os resultados estão a Lei 12.741 (Lei da Transparência), que instituiu a discriminação dos impostos nas notas e cupons fiscais, e a Lei 12.839, que estabeleceu a retirada de impostos federais que incidem em produtos da cesta básica.

Em agosto de 2014, também foi sancionada a Lei Complementar 147, que universaliza o acesso ao Simples Nacional ou Supersimples. A lei prevê a unificação do pagamento de oito tributos cobrados pela União, estados e municípios das micro e pequenas empresas. Conhecida também como Lei da Micro e Pequena Empresa, a medida foi apoiada desde o início pela CONAJE, que participou das articulações desde o lançamento do projeto até a sanção da lei complementar.

 

Corrupção no Brasil

Segundo a Organização de Transparência Internacional, o Brasil piorou três posições no ranking sobre a percepção da corrupção no mundo em 2015, ficando na 79ª posição entre 176 países, ao lado de China, Índia e Bielorússia. O estudo leva em conta outros 13 levantamentos relacionados a corrupção realizados por instituições como Banco Mundial, World Justice Project e Global Insight.

A corrupção interfere no retorno dos impostos em benefícios para a sociedade, porque retira investimentos em áreas essenciais como saúde, segurança e educação. De acordo com a Organização das Nações Unidas, estima-se que, aproximadamente, R$ 200 bilhões são desviados no Brasil, por ano. Este valor significa três vezes o orçamento da saúde ou educação, e cinco vezes o orçamento da segurança pública.
A corrupção também afeta a competitividade das empresas, sendo que o Brasil perdeu mais seis posições no ranking das economias mais competitivas do mundo, caindo para a 81ª colocação em 2016. O ranking avalia 138 países e foi divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O levantamento é um termômetro do nível de produtividade e das condições oferecidas pelos países para gerar oportunidades e para que as empresas possam obter sucesso. Além disso, a corrupção atrapalha o desenvolvimento econômico e social. Pesquisas revelam que quanto maior o índice de corrupção, maior será a desigualdade e menor será o desenvolvimento.