Pensar como uma startup ou, inclusive, incorporá-la pode ser uma boa alternativa para as empresas se adaptarem ao cenário atual, apontaram os palestrantes Andrews Roman e Pedro Waengertner na Expogestão 2017
Prosperar no mundo digital exige pensar e colocar em prática novas estratégias. As empresas precisam se adaptar constantemente a um cenário em que predomina a disruptividade. O desafio é muito grande, apontaram Andrew Romans, cofundador e sócio do Rubicon Venture Capital, e Pedro Waengertner, CEO da ACE, principal aceleradora de startups da América Latina, que participaram da Sessão Inovação & Negócios: Novos Tempos, Novos Modelos – Corporate Venture Capital, no último dia da Expogestão, que aconteceu em Joinville (SC) de 9 a 11 de maio.
O sócio de Rubicon Venture Capital aponta que as grandes empresas precisam incorporar startups para participar mais ativamente da nova revolução industrial, devido à maior facilidade que elas têm em lidar com as mudanças.
Uma das características desta era é o uso de softwares dinâmicos, que envolvem aspectos como a facilidade de ligação entre máquinas e internet, o sensoreamento e a geração de grandes volumes de dados. “O mundo está exigindo cada vez mais velocidade na execução”, destaca.
Para as startups brasileiras, Romans recomenda que procurem ter uma atuação global. Um dos fatores propícios é a dimensão continental do Brasil. O modelo também é adotado por Israel, uma das principais referências mundiais em inovação. “Não dá para ficar isolado. É preciso contar com o máximo de ajuda possível.”
As empresas precisam estar atentas às novas tendências tecnológicas. Mas não podem ficar só restritas a isso. “Outras coisas também evoluem”, destaca Waengertner, da ACE. Segundo ele, em maior ou menor grau, todas as empresas são de tecnologia.
Também é mais difícil definir quem é o concorrente. “A concorrência não é esse cara definido. Não se sabe onde está o inimigo.” Ele exemplifica mostrando que os concorrentes dos grandes bancos são as fintechs – startups do segmento financeiro -, como, por exemplo, o Nubank.
Segundo Waengertner, é possível inovar nas corporações adotando princípios das startups. Algumas estratégias são as de trabalhar com estruturas mais flexíveis e fluídas e interagir mais com os clientes, melhorando os produtos ou serviços de acordo com suas recomendações. Isto é mais crucial em áreas que envolvem mais incerteza, como marketing, produto e pesquisa e desenvolvimento.
As startups, segundo ele, têm mais permeabilidade. “Elas interagem mais com o seu ambiente.” Outra pratica que pode ser adotada pelas corporações é uma maior tolerância ao erro. Ele lembra que quanto mais erros são cometidos, maiores são as possibilidades de se acertar.
Outra lição que as empresas podem aprender com as startups é a de jogar no ataque. Waengertner destaca que é necessário pensar em estratégias para dominar o mercado de atuação e formas de criar novos mercados.
Foto: Andrew Romans

