A atuação preventiva diante dos impactos do El Niño foi tema da reunião da diretoria da Associação Empresarial de Lages (ACIL), realizada nesta segunda-feira, 25 de maio. O secretário executivo de Proteção e Defesa Civil de Lages, Paulo da Silva Ribeiro (Sargento Ribeiro), apresentou as estratégias adotadas pelo município para minimizar riscos climáticos e fortalecer a segurança da população.
Entre as medidas já colocadas em prática está a ativação do Grupo de Ações Coordenadas (GRAC), estrutura utilizada em situações de emergência e desastres naturais. A iniciativa reúne secretarias municipais e instituições parceiras sob coordenação da Defesa Civil e passa a contar também com a participação da Associação Empresarial de Lages e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Lages (CDL), ampliando a integração entre o poder público e o setor empresarial.
A preocupação se intensifica diante da previsão de aumento expressivo das chuvas no Sul do país entre setembro e novembro, período considerado o pico do fenômeno climático. Segundo o secretário, a proximidade da Serra Catarinense com áreas classificadas como corredor de tornados exige monitoramento constante e ações permanentes de prevenção.
Atualmente, a Defesa Civil mantém o monitoramento de 66 áreas de risco em Lages, incluindo regiões vulneráveis a alagamentos e deslizamentos. As ações preventivas envolvem a limpeza e desobstrução de córregos, acompanhamento constante de encostas e a remoção de árvores com risco de queda. O descarte irregular de lixo em rios e margens de córregos também preocupa o município, já que a prática compromete o escoamento da água e contribui diretamente para o agravamento das enchentes.
Na área de infraestrutura, estão em andamento projetos e licitações voltadas à drenagem, contenção e limpeza de rios. Entre elas, uma licitação estimada em R$ 10 milhões para intervenções no Rio Carahá, além da implantação de uma estação hidrometeorológica que permitirá monitoramento climático em tempo real.
O município também mantém integração com sistemas estaduais e nacionais de monitoramento, utilizando dados de órgãos como a EPAGRI/CIRAM e o CEMADEN para emissão de alertas e acompanhamento das condições meteorológicas.


















