Desenvolvimento Local gera oportunidades em época de Coronavírus




Garantir o desenvolvimento econômico local é uma tarefa ainda mais desafiadora em tempos de coronavírus. Porém, municípios que tem o Programa de Desenvolvimento Econômico Local, o DEL da FACISC, tem demonstrado que isso é possível agregando novas práticas aos planos de desenvolvimento previstos anteriormente.

Com um perfil solidário, Gaspar é um dos exemplos de boas práticas neste período. A comunidade se uniu para enfrentar a pandemia e criou a campanha #ficabemgaspar, com o objetivo de conectar pessoas e instituições para ajudar a população.

No município, o Programa de Desenvolvimento Econômico Local, mesmo não tendo o foco em gestão de risco, tem papel fundamental neste momento, contando com o apoio junto as 23 entidades participantes do Conselho de desenvolvimento. “Neste momento precisamos de um cuidado especial com a saúde do cidadão e também necessitamos avaliar maneiras de como planejar a retomada econômica de forma organizada e com o menor risco possível, tentando diminuir os impactos econômicos. Por isso o DEL se tornou um canal de informações e orientações corretas e construtivas, por meio de seus quase 100 voluntários envolvidos”, explica Eduardo Schnaider Pedrini, assessor desenvolvimento econômico do Município e presidente do Conselho Deliberativo da ACIG.

Inicialmente foi criado um comitê de saúde, onde foram tomadas decisões como a destinação de recursos para implantação de 10 leitos de UTI para atender demandas de problemas respiratórios graves, inclusive com a criação de uma Vakinha on-line, com a realização de uma Live Show que arrecadou mais de R$ 530 mil reais para investimentos no Hospital da cidade e compras de equipamentos e testes rápidos para serem realizados conforme a necessidade.

Além disso, a Câmara Técnica Têxtil, onde o núcleo têxtil da ACIG de Gaspar está a frente, criou uma campanha chamada Confecção Solidária para a produção de máscaras, onde a estimativa era atender mais da metade da população fornecendo para os funcionários e familiares das quase 900 confecções existentes no município. Também foram realizadas campanhas de arrecadação de alimentos, fornecimento de smartphones através de doações, para os alunos poderem acompanhar a continuidade das aulas de forma digital e outras ações. “Neste momento a Capital da Moda Infantil voltou seus olhares e esforços para contribuir com a comunidade, pensando na prevenção”, destaca Pedrini.

Em relação a retomada econômica, tomou força a campanha #compredegaspar, que foi usada em diversas ações, como por exemplo, uma parceria com a Bunge, que incentivou a continuidade dos negócios com a campanha “Comprando da Vizinhança eu Fico em Casa”, voltada para micro e pequenos empreendedores. Uma evolução desta campanha foi a parceria com uma plataforma local, que se centralizou num mesmo ambiente digital os produtos e serviços.

Ainda estão sendo realizadas ações voltadas ao Dia Das Mães e uma parceria com uma plataforma que busca aproximar os produtores rurais dos consumidores. “Mesmo com as paralisações, buscamos continuar ativos pelos meios possíveis, e dar continuidade as atividades que vinham sendo desenvolvidas, como a finalização do Mapa Estratégico”, esclarece Pedrini.

Em São Lourenço do Oeste empresários tem acesso a crédito com juros subsidiados

Outro celeiro de boas práticas em tempos de pandemia, São Lourenço do Oeste também se organizou por meio do Conselho de Desenvolvimento Local para buscar soluções conjuntas para o município neste momento.

Tendo como meta, estar entre as 50 melhores cidades para se viver no Brasil até 2030, o município deu continuidade a implantação dos projetos do Centro de inovação e tecnologia, de melhoria no saneamento básico e qualidade da água.

Além disso foi criado especificamente para este momento um programa de juro subsidiado, criado pelo governo Municipal para subsidiar pagamento de juros das empresas aprovadas para receber empréstimos na ordem de 1.5 milhões.

O projeto já passou pela procuradoria, pelo Conselho de desenvolvimento, pelas cooperativas e bancos que apoiarão a ação. De acordo com o prefeito, Rafael Caleffi, as empresas que se enquadrarem nos critérios do programa poderão pagar os empréstimos em até 36 meses e os juros serão pagos pelo orçamento do próprio município.

O objetivo é subsidiar os juros nos empréstimos bancários para as empresas que se enquadrarem no programa, fazendo com que o processo se torne permanente e constante. A expectativa é que esta ação possibilite a alavancagem econômica municipal, auxiliando principalmente micro e pequenas empresas e proprietários rurais que estejam com as obrigações fiscais em dia até o mês de fevereiro 2020 e tenham mais de três anos de atividade, explica o prefeito Rafael Caleffi.