Setor gerou 2,5 mil novos postos de trabalho formais. Confira análise da FACISC sobre dados do CAGED
Santa Catarina se destacou no cenário nacional da geração de empregos formais em novembro, impulsionada pelo desempenho da agropecuária. O estado foi líder nacional na criação de vagas formais no setor, com saldo de 2,5 mil novos postos de trabalho no mês. É o que mostra uma análise da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), a partir dos dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
“O resultado reflete a importância estratégica da agropecuária para a economia catarinense e está diretamente relacionado à sazonalidade da agricultura e à proximidade do período de colheita de culturas nas quais o estado é referência nacional, como a maçã e a cebola, além de outras lavouras temporárias”, destaca o diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch.
No cultivo da maçã, por exemplo, Santa Catarina gerou 1,2 mil novas vagas em novembro, quase o dobro do número de contratações em relação ao mesmo período do ano passado. Desde 2021, o estado ocupa a liderança nacional na produção da fruta e, de acordo com a análise do Centro de Inteligência e Estratégia da FACISC, a perspectiva é consolidar ainda mais essa posição para a próxima safra. As contratações se concentraram principalmente no Meio Oeste (em municípios como Fraiburgo, Monte Carlo e Lebon Régis) e na Serra Catarinense (com destaque para São Joaquim, Urupema e Bom Jardim da Serra).
A cebolicultura também teve papel relevante no desempenho do mês, com a criação de 421 novas vagas formais, impulsionada pelo crescimento da produção na safra 2025/2026. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, Santa Catarina segue como líder nacional em volume produzido. O maior número de contratações ocorreu em Ituporanga, um dos principais polos produtores do país, além de outros municípios do Alto Vale, como Chapadão do Lageado e Petrolândia.
Para Broch, os números confirmam as boas perspectivas para a agricultura em 2025 e já demonstram impactos positivos na empregabilidade formal do setor em Santa Catarina.
“Em um segmento historicamente marcado pela informalidade, o avanço das contratações formais fortalece o agronegócio, contribui para o aumento da arrecadação municipal e melhora a qualidade de vida da população rural”, avalia o diretor.
Outras lavouras temporárias – Em outras lavouras temporárias, o estado registrou a abertura de 151 novas vagas, volume quatro vezes superior ao observado no mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para municípios do Meio Oeste, como Lebon Régis, Calmon e Curitibanos. Santa Catarina apresentou, ainda, bom desempenho na geração de empregos ligados à produção de sementes certificadas, especialmente no Planalto Norte, em cidades como Papanduva e Mafra.
Broch adianta que análises como esta estarão presentes, de forma ainda mais aprofundada, na segunda edição do Mapa do Agronegócio, que será lançada pela FACISC em 2026.
“Temos um agronegócio forte e diverso. Investimentos constantes em infraestrutura viária são necessários para nos proporcionar ainda melhores condições de acesso a portos e aeroportos”, reflete Broch.

